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sábado, 8 de maio de 2010

Saudade


Saudade

Brincar na terra, rolar no mato, ser um guerreiro ou um super herói, daqueles vindos de outros planetas com a finalidade de defender a Terra das ameaças alienígenas.

Jogar bola no “terrão” e chegar em casa com a roupa toda suja depois do jogo. E ainda, mesmo todo sujo, pegar a bicicleta e ir até o parque do Carmo.

Passar o dia todo olhando para o céu, empinando pipa coma as mãos todas cortadas devido ao “cerol” utilizado na linha como arma e forma de defesa contra os outros que tentam o tempo todo derrubar “o seu pipa”.

Ter barulhentos carrinhos de rolimã, os quais perturbam a vizinhança com seus ruídos, por vezes, ensurdecedores. E é claro, contando com os espetaculares acidentes onde se machucam pés, mãos e outras partes do corpo.

Naqueles dias chuvosos, me divertia muito com meu “Atari” Jogando “Enduro”, “River Raid”, “Megamania”, “Pac Man” e outros. O “Atari”, mais tarde, substituído por “Nintendo”, “Super Nintendo”, “Play Station”...

Na escola, lembranças dos professores, dos amigos, das paixões não correspondidas, das namoradinhas, do primeiro beijo, da merenda. A merenda é um item muito interessante e curioso de ser lembrado. Lembro-me de quando nos serviam ovo cozido. Era um verdadeiro campo de batalha onde havia risco iminente de ser atingido a qualquer momento por um ovo perdido ou não. Explicando: com a intenção de atingir ou não.

Lembranças das idas a Santa Efigênia em busca de componentes eletrônicos para a construção de projetos que raramente funcionavam.

Ir ao cinema no centro não significava assistir filme pornográfico.

Os amores, bem, destes sinto saudades sim, mas sempre fica aquele que marca e que, se pudesse voltar o tempo, com certeza repetiria e tentaria de todas as formas nunca mais perdê-lo.

Enfim, saudade é um momento que tenta fugir da nossa lembrança para acontecer de novo e não consegue.

(João C. M. Reina)

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