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domingo, 10 de fevereiro de 2013

O Lindo Dia Parte 2

Em 12 de Março de 2011 publiquei o texto "O Lindo Dia" neste blog. Resolvi dar continuidade e publicar aqui a segunda parte. Recomendo que antes leiam a primeira parte: http://otemporeina.blogspot.com.br/2011/03/o-lindo-dia.html







Deitado num local estranho, o sol brilhando lá no alto bem no meu rosto. Vi um cão passar do meu lado. Acho que conheço aquele cão. Tentei me levantar e a cabeça doeu. Não consegui me levantar de imediato. Quando consegui permanecer sentado, não avistei mais aquele cão. Olhei para os lados e observei que estava num bosque ou algo assim. Árvores cercavam o lugar, um cheiro de algo queimando, mas não conseguia ver fumaça. Consegui ficar de pé, um pouco cambaleante. Comecei a caminhar e percebi que haviam várias trilhas. Fiquei confuso e não sabia por qual seguir. Fiquei parado ali tentando escolher uma delas. Todas levavam a locais distintos e eu não conseguia enxergar além daquelas árvores. Olhei para o céu e só consegui ver o sol brilhando e nenhuma nuvem. Realmente o dia estava lindo.
Minhas pernas amoleceram, desabei naquele chão sem entender o que estava acontecendo. Comecei a lembrar do que havia acontecido antes, pessoas correndo, pessoas gritando, muita água por todos os lados, uma voz me chamando...
Mais uma vez me levantei e agora estava decidido por qual trilha seguir. Percebi que não havia nada nos meus bolsos. Tudo havia desaparecido. Nem documentos, nem celular, nada. Só a roupa do corpo e nada mais. Comecei a caminhar e me aprofundar por aquela mata. Aquele cheiro de algo queimando continuava. A trilha se tornava cada vez mais estreita e de difícil acesso. Eu não conseguia avistar nada além de árvores. Eu conseguia ouvir pássaros cantando e alguns ruídos de outros animais que eu desconhecia. O sol ainda brilhava ali no alto, o céu continuava azul. A temperatura era agradável naquele momento. Continuei caminhando até avistar uma cabana construída bem no meio daquela floresta. Parecia abandonada. Pelo estado da cabana, a impressão que eu tive é que não passava ninguém por lá há muito tempo. Resolvi me aproximar. Confesso que estava com medo. A imagem daquela cabana me trazia lembranças de filmes de terror. Chegando mais próximo da cabana, resolvi verificar se a porta estava fechada. Não estava. Consegui abrir a porta sem dificuldade. Neste momento, percebi que se tratava de uma cabana de caçador. Observei que havia lenha cortada encostada num canto e armas penduradas em suportes na parede. Fiquei apreensivo. O tal caçador poderia estar por lá e se me encontrasse ali, poderia achar que eu fosse um invasor. Resolvi sair da cabana e fiquei durante algum tempo do lado de fora pensando no que fazer.
Sentado na escada que dava acesso a porta da cabana, percebi que o tempo havia passado e que o sol começava a se por. A escuridão passava a dominar aquele lugar. Passei a sentir frio naquele momento. O medo passou a me dominar, eu não sabia o que fazer. Sentia sede e fome. Eu não havia visto nada para comer ou beber naquele local. O frio aumentava e a escuridão também. Eu tremia muito e não tinha agasalho. Sentia que naquele momento iria morrer. Sentia meu corpo congelar e não conseguia mais me mexer, tampouco me levantar dali. Comecei a perder meus sentidos, como se adormecesse aos poucos. Deitado naquele chão, congelando, notei que havia uma luz ao longe se aproximando... Tentei me levantar sem sucesso. Tentei me arrastar e percebi que aquela luz estava bem perto de mim. Consegui olhar para cima e observar um homem segurando uma lanterna. Com o corpo todo adormecido, só consegui ouvir a voz daquele homem me chamar pelo nome.

João C. M. Reina

7 comentários:

  1. Isso me faz lembrar um livro. Gostei! :)

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  2. Seguindo a leitura
    reforço minha opinião de
    otimo texto.
    Linda segunda de carnaval!
    Bjins
    Catiaho Reflexo d'Alma

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  3. Estou tentando visualizar através das palavras o lugar em que estão os personagens.. deve ser lindo. Vejo algo belo, adorei as palavras bem escritas. Meus parabéns querido!
    Sucesso sempre, abração.

    Ewerton Lenildo - @Papeldeumlivro
    papeldeumlivro.blogspot.com

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  4. Gostei da forma como desenvolveu seu conto e presumo vá continuar a narrativa. Interessante leitura. Bjs.

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  5. Olá Tudo bem. Sou a Leia Bous e vim apresentar o livro do meu amigo escritor Ulisses Sebrian. O livro é um delicia emocionante e um pouco picante. Chame-se o Diário do amor e da Felicidade. Basta dar um click no link para ler. Amei. https://www.clubedeautores.com.br/book/140574--O_diario_do_amor_e_da_felicidadeou entre no blog do Ulisses Sebrian http://truquedevida.blogspot.com.br/ e na a barra lateral tem a capa do livro só dar um click. Bjos.

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  6. ...as cabanas do medo, as vezes passo umas noites por lá tb...boa sacada!

    Aproveito para avisar que postei a segunda parte do meu conto Sempre Haverá Passáros, e quero seu comentário.
    Beijos
    Fabrício

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