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sábado, 26 de janeiro de 2013

Amor Perfeito




Acreditar que os opostos se atraem, ser atraído pela pessoa diferente, idealizar aquela que adicione algo a sua  vida, aquela pessoa que fosse diferente de você, aquela que fosse aquilo que você não consegue ser. E quando consegue encontrar alguém assim, sente-se sozinho porque não consegue acompanhar o estilo de vida desta pessoa. O mesmo deve estar acontecendo com esta pessoa por ter procurado em você o mesmo que você procurava, ou melhor, procurava aquilo que não esperava encontrar em você.
É claro que não existe a pessoa perfeita, mas devem existir afinidades, estar ao lado daquela pessoa com quem, principalmente, goste de conversar. Gostar das mesmas coisas, dos mesmos lugares ou estilos musicais, também são fatores importantes para uma boa convivência. 
Eu penso que o estilo musical que se ouve, diz muito a respeito da personalidade de uma pessoa. Portanto, não adianta você gostar de heavy metal e a outra pessoa gostar de axé. Não tem a menor condição de dar certo.
Não estou citando aqui o caráter, pois é um complemento que se passa a conhecer com o tempo. Existindo a compatibilidade de personalidades, já é meio caminho andado. 
Aceitar defeitos da outra pessoa, também é importante, desde que estes defeitos não comprometam o relacionamento. Cabe a pessoa, quando perceber que algo incomoda a outra, tentar se corrigir ou amenizar da melhor forma possível.
Depois de você ter lido o texto acima, devo dizer que foi escrito por um homem solteiro que tenta aplicar a vida dele tudo que, constantemente, diz aos outros como deve ser feito, mas não consegue aplicar a própria vida... (Estou tentando, ok?) 

João C. M. Reina

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Cidade da Garoa





Minha alma esta como as ruas da cidade

Paulista quando cai garoa...

Pelas suas calçadas,

De tristeza molhadas,

Caminha, à toa,

A grande multidão que minha alma povoa...



Dúvidas vão ali, murmurando sozinhas...

São velhinhas

De fichu na cabeça,

Que ficarão caducas de desgosto !...



Orgulhosos caprichos de véu no rosto,

Passeiam, nos vultos

De fidalgas damas, disfarçando

Pensamentos ocultos...



E tomando-lhe a frente,

Heroísmos calados de fronte erguida,

Seguem, feito os soldados que voltaram

Das batalhas da vida,

Cegos, gloriosamente,

Gloriosamente mancos !



Vagam crenças puras como virgens,

Esfarrapadas esperanças

Correm, tremendo, sobre a pedra fria,

Nos pézinhos descalços das crianças...

Sonhos de arranha-céus que construí, na alegria

De viver, na gloria de ser tua,

Erguem-se na garoa, em cada canto

Da rua...

Mas moram dentro deles, sombras de saudade,

Pálidas e belas,

Que se debruçam nas janelas,

Para olhar a cidade !...



Quando a tarde declina,

A cidade acende as cores dos seus cartazes..,

E se derramam na garoa fina,

Tintas que lembram lágrimas vermelhas...

Olhos de olheiras lilases...



E em cada um dos bonitos

Cartazes,

Pode-se ler um trecho dos meus poemas,

Com letras de luz escritos !



É a hora da Ave-Maria. E então, na garoa,

A cidade
Põe-se a tanger os sinos de todas as igrejas !...

E ressoa e ressoa

Soluçando o teu nome num clamor tão grande,

Que hás de ouvi-lo, por certo, aonde quer que estejas !...

Ilka Maia

sábado, 12 de janeiro de 2013

Procura-se





Estou aqui pensativo... Sinto saudades daquela época em que eu acreditava no amor entre duas pessoas, onde poderia existir felicidade plena no simples fato de estarem um ao lado do outro. Estou aqui sentindo falta daquilo que eu nunca tive, sentindo um vazio dentro de mim. É um sentimento da alma que sente falta da outra alma que está perdida em algum lugar com o mesmo sentimento. Um sentimento de angústia, uma dor que não é física, um sofrimento que só a alma sente. Estou aqui sem vontade de continuar a procurar esta tal alma que dizem ser gêmea da minha. Que ela me encontre, pois já cansei de procurar.

João C. M. Reina

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Soneto do Amigo


Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...

Vinícius de Moraes

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